Blog do vasco

Wednesday, June 06, 2007

Jimmy Hendrix

Johnny Allen Hendrix, mais tarde renomeado para James Marshall Hendrix, mais conhecido por "Jimmy" Hendrix nasceu nos Estados Unidos em 27 de Novembro de 1942 e faleceu eum 18 de Setembro de 1970, com 27 anos.

A sua vida familiar durante a infância e adolescência foi muito marcada pelo divórcio dos seus pais quando ele tinha 9 anos, e pela morte da sua mãe quando tinha 16. A figura materna foi substituída pela sua avó, que tinha origens nos índios americanos da tribo cherokee.
Foi nessa altura que o seu pai lhe ofereceu o seu primeiro instrumento musical, um “ukelele” (pequena viola de 4 cordas, introduzido no Havai pelos portugueses no século XVII muitíssimo semelhante ao cavaquinho) e talvez tenha sido esse facto o impulso decisivo para o seu gosto pelos instrumentos de corda.
Pouco tempo depois comprou a sua primeira guitarra acústica por 5 dólares, e não mais parou de tocar. Influenciado pelos músicos negros dos blues, principalmente B. B. King e Albert King.
De início Jimmy era um simples guitarrista de bandas secundárias, que serviam de apoio a artistas famosos.

Alistou-se no exército, nos paraquedistas .
Foi em 1964, com 22 anos, que Jimmy começou a ser conhecido, graças à sua actuação como guitarrista dos Islev Brothers e em 1966 já tinha a sua própria banda: Jimmy James and the Blue Flames. Jiimmy foi-se tornando famoso pela força das suas actuações, pelas músicas e letras que ele próprio compunha e pelas inovações que introduziu na maneira de tocar guitarra.
Foi enquanto tocava com o "The Blue Flames" no Cafe Wha? que Hendrix foi descoberto por Chas Chandler, baixista do famoso grupo de rock britânico The Animals.
Chandler levou-o para Inglaterra e ajudou-o a formar uma nova banda, The Jimi Hendrix Experience, O seu sucesso em Inglaterra foi rápido e enorme. Em pouco tempo estava a ser convidado para assinar contratos com as editoras de grupos tão famosos como os Beatles e os The Who.
As actuações ao vivo Jimmy eram sempre levadas a extremos. Em 1967 foi levado para o hospital com queimaduras depois de pôr fogo em sua guitarra pela primeira vez no Astoria Theatre, em Londres, em 31 de Março e mais tarde foi advertido pelo administrador do Rank Theatre, onde dava espectáculos, por destruir ou danificar tantos amplificadores e outros equipamentos.
Hendrix tornava-se cada vez mais conhecido com um músico excêntrico. Era frequente tocar a guitarra com os dentes ou colocando-a atrás das costas. Com a influência de Paul McCartney, guitarrista dos Beatles, o Jimi Hendrix Experience foi agendado para se apresentar no festival de Monterey, onde ficou famosa a cena de Hendrix pegar fogo à sua própria guitarra.
Em 1967, Jimmy iniciou a sua queda. O consumo de drogas e álcool levava a comportamentos estranhos e agressivos e os verdadeiros amigos começaram a afastar-se. A 4 de janeiro de 1968, Hendrix foi preso pela polícia de Estocolmo, após ter destruído completamente um quarto de hotel num ataque de fúria devido à embriaguez.
O trabalho antes disciplinado de Hendrix estava a tornar-se completamente desorganizado. Chas Chandler, o músico que o tinha descoberto num pequeno café americano e o tinha levado para o sucesso em Inglaterra, demitiu-se de seu produtor em Dezembro de 1968. Hendrix volta ao Estados Unidos e constrói o seu próprio estúdio de gravação, para poder trabalhar como quisesse, sem pressas.
O perfeccionismo de Hendrix no estúdio era uma marca - comenta-se que ele fez o guitarrista Dave Mason tocar 20 vezes o acompanhamento de guitarra de All Along The Watchtower - e ainda assim ele sempre estava inseguro e muitas vezes gravava a sua voz escondido, para ninguém o ouvir caso falhasse alguma nota.
A insegurança permanente da personalidade de Hendrix combinado com a incoerência causada por drogas e álcool, fez com que ele vendesse uma parte do negócio do seu estúdio a Mike Jefferey.
Muitos críticos crêem que Mike Jefferey teve uma influência negativa na vida e na carreira de Hendrix. Comenta-se que Jefferey (que foi anteriormente empresário da banda The Animals) desviou boa parte do dinheiro que Hendrix ganhou durante a vida, depositando-o secretamente em contas no estrangeiro. Também se crê que Jefferey tinha fortes ligações com a Máfia.
A expansão de seus horizontes musicais foi acompanhada por uma deterioração no seu relacionamento com os colegas de banda e o Experience desfez-se em 1969. As suas relações com o público também se degradaram. Em Janeiro de 1969 ele foi acusado por produtores de televisão de ser arrogante e mal criado.
Em 3 de Maio desse anoe foi preso no Aeroporto Internacional de Toronto por transportar grande quantidade de heroína na sua bagagem.

Em Agosto de 1969, Hendrix formou uma nova banda, chamada Gypsy Suns and Rainbows, para tocar no Festival de Woodstock. Essa banda teve vida curta, e Hendrix formou um novo trio com velhos amigos, o Band of Gypsys, com seu antigo companheiro de exército, Billy Cox, no baixo e Buddy Miles na bateria, para quatro memoráveis concertos na véspera do Ano Novo de 1969/1970. Felizmente os concertos foram gravados, capturando várias peças memoráveis, incluindo o que muitos acham ser uma das maiores performances ao vivo de Hendrix, uma explosiva execução de 12 minutos do seu épico anti-guerra 'Machine Gun'.

No entanto, sua associação com Miles não foi muito longa, e terminou repentinamente durante um concerto no Madison Square Garden em 28 de Janeiro de 1970, quando Hendrix foi embora depois de tocar apenas duas músicas, dizendo à platéia: "Desculpem por não conseguirmos entender-nos".

A 18 de Setembro de 1970, Hendrix foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, asfixiado no seu próprio vómito depois de ter tomado 9 comprimidos para dormir. Transportado para o hospital, viria a morrer poucas horas depois.





Sepultura de Jimi Hendrix no Greenwood Memorial Park

Para curiosidades e letras das músicas:
www.jimihendrix.com

Para ver:
www.youtube.com

Friday, May 25, 2007

Janis Joplin


N. 19 de Janeiro de 1943; F. 4 de Outubro de 1970

Janis Lyn Joplin nasceu na cidade de Port Arthur, no Texas, Estados Unidos da América, em 19 de Janeiro de 1943, filha de Seth e Dorothy Joplin. O pai era funcionário da petrolífera Texaco e a mãe professora de catequese. A sua adolescência foi vivida na época da segregação racial – até 1960, nos estados do Sudeste dos Estados Unidos, brancos e afro-americanos não se misturavam, havendo escolas para brancos e escolas para negros, áreas separadas nos jardins, igrejas separadas, lugares reservados só aos brancos nos transportes públicos, muitas lojas e restaurantes não admitiam a entrada de negros, etc.

Desde cedo se interessou por música. Incentivada pelos pais, cantava no coro da cidade mas a música da época era marcada principalmente por cantoras negras como Bessie Smith, Odetta e Big Mama Thornton, que vieram a ter grande influência sobre o seu gosto musical.
Em 1960, depois de concluir a escola secundária na Jefferson High School, Janis foi para a cidade de Austin onde se matriculou na Universidade do Texas. Foi lá que começou a cantar um estilo de música que era própria dos negros, os blues, com os amigos, fazendo apresentações em cafés e bares.

Pelos anos 50, em pleno pós-guerra, havia um certo sentimento de insatisfação entre os jovens. Nos Estados Unidos, grande parte deles mostrava rebeldia e insatisfação em relação ao estilo de vida dos seus pais, rígido e excessivamente preocupados com o socialmente correcto. Eles queriam mais liberdade individual, lutavam pelo direito dos negros, procuravam emoções diferentes, sensações novas. Como consequência dessa insatisfação e por não acreditarem que as coisas fossem melhorar facilmente, os jovens usavam drogas, abusavam do álcool, vagueavam pelas estradas do país em busca de aventura. Foi nesse ambiente que nos anos de 1960 nasceu o chamado “movimento hippie”. Usavam cabelo comprido e barba para afrontar os pais, bebiam álcool e usavam outras drogas para, pelo menos durante alguns momentos, fugirem à realidade e procurarem emoções novas, viviam em grupos, dormiam pelos campos...

Entretanto, Janis não se ambientava à Universidade. Frequentada principalmente por alunos filhos de famílias ricas e considerada uma rapariga pouco atraente, Janis, interessada pelo movimento hippie, desistiu da universidade em 1963 e mudou-se do Texas para a Califórnia, para a cidade de São Francisco, a convite de um antigo amigo chamado Chet Helms. Lá trabalhou como cantora de folk e blues, em bares, clubes ou simplesmente na rua. O uso de drogas tornou-se uma constante e com elas veio o álcool, que Janis adorava, tendo como bebida predilecta um uísque chamado Southern Comfort.

Tentando recuperar do uso de drogas Janis regressou à sua cidade natal, para junto da sua família, de quem ela gostava muito! Mas acabou por não ficar muito tempo em Port Arthur. A vida familiar. Calma e “certinha”, não lhe servia. Voltou para São Francisco onde sua fama como cantora foi crescendo. Em 1966 foi convidada para ser vocalista da banda Big Brother and The Holding Company, até então completamente desconhecida. O grupo assinou contrato com a editora de discos Mainstream Records e gravou o seu primeiro álbum em 1967 com o título do próprio nome da banda.


O sucesso do disco não foi muito grande. O que verdadeiramente lançou Janis para a fama foi a participação da sua banda no Monterey Pop Festival, particularmente ao interpretar a música Ball and chain da cantora que ela tanto apreciava em criança; Big Mama Thornton. A partir dessa altura ela tornou-se uma estrela e foi contratada por uma das mais importantes editoras de discos da época, a Columbia Records, assinando um contrato para a gravação de três discos. O primeiro foi Cheap Thrills, lançado em Agosto de 68, ganhando disco de ouro com músicas como Piece of my heart e Summertime. Nesta época as drogas já prejudicavam as suas actuações em palco e o relacionamento com os integrantes da banda e, no Natal de 68 fizeram o último espectáculo juntos.


Em 1969 Janis formou outra banda, a Kosmic Blues Band. Foi com esta banda que ela participou no famoso Festival de Música de Woodstock, o mais importante festival de música da sua época. Decorreu nos dias 15, 16 e 17 de Agosto de 1969 e, embora tenha sido previsto para 50 000 pessoas, mais de 400 mil compareceram, a maioria das quais não pagaram o ingresso. O Festival de Woodstock foi um marco no movimento hippie dos anos de 1960 e o modelo de concertos de música ao ar livre ainda hoje tem sucesso, como é o caso do Festival do Sudoeste, na Zambujeira.

Nesse ano Janis fez uma tourné pela Europa, passando por Paris, Copenhaga, Frankfurt, Estocolmo, Amsterdão e Londres, onde esgotou o Royal Albert Hall.
Depois dessa tourné, Janis estava de tal forma dependente de drogas e álcool que simplesmente deixou de cantar. Nessa altura, consumir drogas e álcool era para ela mais importante. Após dolorosos tratamentos de desintoxicação, Janis voltou a dar espectáculos durante o ano de 1970, principalmente no Canadá. Uma mulher forte, de coragem, e muito masculina é como Janis é descrita por aqueles que a conheceram de perto. No entanto, todos os seus casos amorosos davam para o torto, devido á sua personalidade excessiva e apesar do seu sucesso como artista, Janis era afinal uma solitária e infeliz. O regresso às drogas foi inevitável, procurava-as cada vez mais vezes e mais forte. Tornou-se viciada em heroína. No dia quatro de Outubro de 1970, quando preparava o lançamento de mais um disco, Janis foi encontrada morta no Landmark Motor Hotel, em Hollywood, na Califórnia. Uma dose excessiva de heroína foi a responsável pela sua morte aos 27 anos de idade.

O seu corpo foi cremado e suas cinzas espalhadas no Oceano Pacífico. O seu último disco Pearl foi lançado seis semanas após sua morte, alcançando o primeiro lugar de vendas americanas. Pearl é considerado por muitos o melhor trabalho da sua carreira. O nome Pearl foi uma homenagem à própria Janis, afinal este era o seu apelido: Pérola!
Enfim, uma carreira meteórica, turbulenta, carregada de emoção, sofrimento e drogas fizeram de Janis um símbolo da música mundial.

Fontes:
www.wikipedia.org/janis_joplin
http://www.officialjanis.com/
www.famoustexans.com/janisjoplin.htm
www.wikipedia.org/wiki/Southern_Comfort

Para OUVIR JANIS JOPLIN:
www.lastfm.pt/music/Janis+Joplin

Para LER AS LETRAS DAS MÚSICAS:
http://www.alwaysontherun.net/


Para VER JANIS JOPLIN:
http://www.youtube.com/

Friday, January 26, 2007

Joan Miró




Joan Miró i Ferrà (Barcelona, 20 de Abril de 1893 — Palma de Maiorca, 25 de Dezembro de 1983) foi um importante escultor e pintor surrealista catalão.

Prades, the Village, summer
1917
Oil on canvas
25 5/8 x 28 5/8 inches
Solomon R. Guggenheim Museum. 69.1894.
Joan Miró © 2005 Successió Miró/Artists Rights Society (ARS), New York/ADAGP, Paris.

Quando jovem, frequentou a Escola de Belas-Artes da capital catalã e a Academia de Gali.
Em 1919, depois de completar os seus estudos, visitou Paris, onde entrou em contacto com as tendências modernistas como os fauvismo e dadaísmo,
cerâmica e escultura.


Nocturne

1940
Tempera

gouache, egg, oil, pastel on paper,

38 x 46cm

Private collection

http://www.artchive.com/artchive/m/miro/nocturne.jpg


No início dos anos 20, conheceu o fundador do movimento em que trabalharia toda a vida, André Breton, entre outros artistas surrealistas.

A pintura O Carnaval de Arlequim, 1924-25, e Maternidade, 1924, inauguraram uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia naif, sem as profundezas das questões psicanalistas surrealistas.

Participou na primeira exposição surrealista em 1925.


The Tilled Field
1923–24
Oil on canvas
26 x 36 1/2 inches. Solomon R
Guggenheim Museum. 72.202
Joan Miró © 2005 Successió Miró/Artists Rights Society (ARS), New York/ADAGP, Paris.


Em 1928, viajou para a Holanda, tendo pintado as duas obras Interiores holandeses I e Interiores holandeses II.

Em 1937, trabalhou em pinturas-mural e, anos depois, em 1941, concebeu a sua mais conhecida e radiante obra: Números e constelações em amor com uma mulher.

The Carbide Lamp
1922/23
Oil on canvas.
The Museum of Modern Arts, New York, NY, USA.

Mais tarde, em 1944, iniciou-se em
três anos depois, rumou pela primeira vez aos Estados Unidos.

Já nos anos seguintes, durante um período muito produtivo, trabalhou entre Paris e Barcelona.

The Farm (La masia)

1921-22

Oil on canvas132 x 147 cm

National Gallery of Art, Washington, D.C.

© 1999 Artists Rights Society (ARS), New York / ADAGP, Paris

http://www.artchive.com/ftp_site.htm

No fim da sua vida reduziu os elementos de sua linguagem artística a pontos, linhas, alguns símbolos e reduziu a cor, passando a usar basicamente o branco e o preto, ficando esta ainda mais naif.





Bibliografia:

http://www.artchive.com



Mink, Janis, Miró, Taschen Público













Saturday, December 09, 2006

As Claques

Juve Leo

A formação do movimento extremista em Portugal surgiu há já longos anos. No final dos anos 70, começam a surgir as condições e a vontade para a criação de claques no nosso país. A Juventude Leonina foi fundada em 1976 por João e Gonçalo Rocha filhos do então presidente do Sporting, João Rocha foi um marco único na história do grande clube verde e branco fundado em 1906. E de um grupo de amigos de escola, nascia a primeira claque organizada em Portugal.


Diabos Vermelhos

Os Diabos Vermelhos são um grupo de apoio ao Sport Lisboa e Benfica. Nasceu em 1982, sendo uma das claques mais antigas de Portugal. Os apoiantes que se integram nesta claque ocupam sempre os mesmo lugar na bancada do estádio quando assistem aos jogos (no primeiro anel da bancada do Estádio da Luz) possuindo, segundo dados oficiais, 1000 elementos. Os Diabos Vermelhos foram um grupo forte durante os anos 80. Nos anos 90, como consequência dos maus resultados da equipa de futebol do Benfica , a claque dividiu-se e surgirem os

No Name Boys.. Mais recentemente os Diabos renasceram e estão de novo a crescer como grupo de apoio ao seu clube de sempre : o Benfica!

«Connosco quem quiser, contra nós quem puder»

O nascimento da claque dá-se pela união de um grupo de sócios do SLB que habitualmente se reunia na bancada central do 2º anel do antigo Estádio da Luz. Em Novembro de 82 aparece a primeira faixa dos Diabos Vermelhos e com ela algumas bandeiras. O grupo começa a formar-se então como uma verdadeira claque, bastante incentivada com a excelente prestação da equipa encarnada na Taça UEFA e contando com o factor "novidade", rapidamente, juntou muitos jovens adeptos.As características, iniciais, da claque eram muito próprias: caras pintadas (ás vezes também o cabelo), utilização de muitas dezenas de bandeiras, predominantemente só vermelhas e brancas e dezenas de tochas vermelhas. No apoio vocal, os Diabos Vermelhos eram considerados como uma claque ruidosa, mas como nas outras claques existentes na altura, os cânticos baseavam-se em gritar pelo nome do clube ou, única e exclusivamente, insultar a equipa adversária. Os Diabos viajavam bastante para apoiar o Glorioso, de comboio, de autocarro ou carros particulares. Com o passar do tempo aparecem os "Diabos Vermelhos Norte". Esta secção da claque garantia sempre a presença do grupo nos estádios nortenhos, mesmo quando a coluna principal do grupo não se podia deslocar, ou fossem em pequeno número.
Durante os anos 90, as claques organizadas de muitos clubes, incluindo os Diabos Vermelhos, deixaram de contar com o apoio das direcções dos respectivos clubes na compra de bilhetes e nas deslocações porque estavam a ser aproveitadas por elementos que procuravam apenas provocar desacatos e recrutar apoiantes para movimentos nazis ou racistas. Também nos Diabos Vermelhos houve quem tivesse
utilizado por várias vezes bandeiras com cruzes suásticas. Apesar dos símbolos terem desaparecido o apoio jamais voltou. Começa a aparecer novo material, desde bandeiras e faixas aos cachecóis, algo de novo estava a aparecer e o grupo a renascer das cinzas. Surgem sucursais dos Diabos em várias cidades do país , sempre fieis ao seu Benfica e ao novo ideal do grupo cria-se um lema que serviu de cavalo de batalha

"Connosco Quem Quiser, Contra Nós Quem Puder" .



Super Dragões

Esta melhoria na qualidade global dos Super Dragões no apoio ao Futebol Clube do Porto e nas suas apresentações nas curvas dos estádios portugueses e europeus foi também acompanhada pela melhoria da qualidade e diversidade do material de uso pessoal que os Super Dragões passaram a disponibilizar aos seus membros. Criou-se assim um estilo próprio – uma linha absolutamente distinta pelas cores e imagens empregues – que, pela sua atracção, não se confinou aos estádios de futebol, sendo também visível no quotidiano. Entretanto, os êxitos do clube em Portugal e na Europa continuaram a incentivar a adesão de novos Super Dragões que encontravam no seio deste grupo uma forma mais activa e vibrante de apoiar o clube, assim como uma organização com uma relevante dinâmica de mobilização para o apoio ao Futebol Clube do Porto em qualquer lado, em qualquer estádio.
A conjugação destes factores estabeleceu um processo e uma dinâmica que tornaram os Super Dragões, hoje, na melhor claque portuguesa e um grupo respeitado no panorama Ultra internacional. Passados 19 anos, os lemas que fundáramos Super Dragões continuam pertinentes no presente e no futuro. Porque o valor da nossa história não consiste apenas no nosso passado, mas sobretudo no que somos no presente e no que pretendemos construir para o futuro no apoio ao nosso tão querido Futebol Clube do Porto.

Monday, June 05, 2006

Escola E,B 2 3/ de Ourique

Links dos meu colegas:


- Alice


- Ana Cristina Martins

- Ana Isabel Mestre

- Ana Sofia Oliveira

- Ana Sofia Martins

- Ângelo (não apresentável)

- Carina


- Cátia Isabel Guerreiro

- Cátia Vanessa Guerreiro [falta]

- Daniela

- Débora

- Fábio (não funciona !!!!)

- Gil

- Inês

- João

- Joana

- Luísa

- Mónica

- Nélson

- Nuno

- Samuel

- Soraia

- Teresa

- Vasco


Outros Links (blogs de turmas da Escola):

7º B - http://ourique7b.blogspot.com
10ºB - http://ourique10b.blogspot.com
12ºB - http://ourique12b.blogdrive.com


O meu e-mail

vasco_14@sapo.pt

Wednesday, March 15, 2006

Os Incas

Os Incas eram um povo indígena da América do Sul que habitava nas montanhas do actual Perú, nas margens do rio Huatamay.
A sua cidade, Cuzco, que na língua inca quer dizer “Umbigo do Mundo”, tornou-se a capital de um vasto império conquistado ao longo de várias centenas de anos, desde o ano 1200 até à sua destruição pelos conquistadores espanhóis em 1533.
O Império Inca atingiu o seu maior poderio no séc. XV, em que chegou a ter mais de 3000 Km de extensão ao longo de quase toda a região dos Andes e incluía vastos territórios da costa oeste da América do Sul, incluindo zonas do Equador e Colômbia, todo o Perú e Bolívia, e norte da Argentina e Chile.
O Império era governado por um Inca, considerado um deus, a quem todos adoravam e pagavam tributos. Abaixo do Inca havia outras quatro principais classes de cidadãos: a família real, os nobres, os chefes militares e os chefes religiosos. Estes viviam na capital e a partir dela governavam o Império. Este estava dividido em quatro províncias, cada uma com o seu governador. Os governadores organizavam as tropas locais, cobravam os impostos e impunham a lei e a ordem. Abaixo dos governadores estavam os oficiais militares locais. Mais abaixo estavam os camponeses, que eram a grande maioria da população.
O primeiro imperador inca foi Manco Capac, que em 1200 iniciou a conquista de vários territórios, mas o mais importante de todos foi Pachacuti (1438 a 1471).
Os incas tinham um exército bem treinado e organizado que partia em expedições para conquista de novas terras e submissão de novos povos que forneciam mais soldados e pagavam mais impostos. Antes das invasões, Pachacuti enviava mensageiros para explicar aos povos que queria dominar que era melhor para eles juntarem-se ao Império. Quando os opositores se rendiam eram bem tratados mas quando resistiam eram massacrados.Os que aceitavam juntar-se, para além de evitarem uma derrota militar e morte quase certa, passavam a ser protegidos e a dispor de uma rede de estradas e pontes para o comércio e de um sistema de agricultura organizada e mais produtiva.
Calcula-se que os incas cultivavam cerca de 700 espécies vegetais e as estradas possibilitavam uma boa distribuição das colheitas. As principais culturas eram a batata, batata-doce, milho, algodão, tomate, amendoim e mandioca. Usavam varas e arados para lavrar e um animal, a lhama, que para além de ajudar nos trabalhos pesados, fornecia lã para fazer tecidos, mantas e cordas, couro e carne.Embora possuíssem muito ouro e prata que existiam em abundância no leito dos rios, os incas não usavam dinheiro. Trocavam mercadorias por outras ou por trabalho. Também não tinham escrita e todos os conhecimentos eram transmitidos oralmente.
Os incas construiram diversos templos consagrados às suas divindades e adoravam acima de tudo o “deus Sol”. Outras divindades (os “huacas”) viviam em objectos naturais como as montanhas, os rios ou os lagos, que também eram venerados. Nas ocasiões mais importantes eram feitos sacrifícios de animais e humanos como oferta aos deuses, principalmente no nascer do sol. Em grandes ocasiões, como quando um novo inca subia ao poder, chegavam a ser sacrificadas 200 crianças em honra do deus Sol. Acreditavam na reencarnação e aqueles que cumprissem os principais mandamentos – não roubar, não mentir e não ser preguiçoso – iriam viver ao calor do sol quando morressem, enquanto que os outros passariam os dias eternamente na terra fria. As pessoas mais importantes eram mumificadas e enterradas sentadas em túmulos juntamente com vários objectos pessoais, pois acreditavam que depois de mortas as pessoas importantes poderiam conversar umas com as outras.
Quando em 1527 o inca Huayana Capac morreu, o império inca estava já a ser atacado pelos conquistadores espanhóis, chefiados pelo terrível Comandante Pizarro, que procuravam as riquezas do ouro e prata e difundiam a religião católica. Os espanhóis, apesar de pouco numerosos – eram menos de 200 soldados e 27 cavalos - tinham grande vantagem sobre os incas porque possuíam armas de fogo contra apenas lanças, arcos e flechas. Além disso, o contacto das populações incas com pessoas vindas da Europa trouxe contágios de doenças que até então não existiam na América do Sul e muitos morreram por causa disso. Ainda por cima, os filhos de Huayana Capac não se entendiam em relação à sucessão e uma guerra civil entre os incas durou mais de 12 anos. O inca Atahualpa, filho mais novo de Huayana Capac, subiu ao poder em 1532 mas o seu reinado durou pouco mais de 1 ano. Preso por Pizarro, Atahualpa acabou por ser executado. Nunca mais o Império Inca se recompôs. As terras foram sendo abandonadas, a fome espalhou-se e os próprios incas tornaram-se inimigos uns dos outros por ganância pelo ouro e prata que perceberam agora que tinha muito valor. Do grandioso Império restaram apenas vestígios de cidades e monumentos e algumas peças decorativas pois tudo foi destruído com a ocupação espanhola.

Wednesday, March 08, 2006

O Coco

Nome Científico do Coqueiro: Cocos nucifera L.
Família: Palmáceas Nomes populares: Coqueiro, coqueiro-da-Índia, coco-da-baía
Origem: Muitas referências afirmam que o Cocos nucifera é originário da Índia. Há algumas referências, entretanto, que defendem a origem desconhecida desta palmeira.
Clima: A planta frutifica apenas em locais de clima quente.
Há uma teoria muito interessante que tenta explicar a forma como esta palmeira se teria espalhado: os cocos teriam flutuado de um continente para o outro por meio das correntes oceânicas. Isso explicaria, por exemplo, a afirmação de que o coqueiro teria entrado de forma natural no litoral brasileiro.
O coqueiro é uma palmeira de folha lisa que pode atingir até 25 m de altura e 30 a 50 cm de diâmetro.
As folhas são largas e compridas. O fruto é uma noz grande com uma semente recoberta por uma casca dura. No interior da casca, encontra-se a amêndoa, que é a parte comestível, com cerca de 1cm de espessura e a cavidade cheia de líquido - a deliciosa água de coco. O período entre a formação do fruto até o amadurecimento é de cerca de 12 meses.
O termo "coco" foi desenvolvido pelos portugueses no território asiático de Malabar, na viagem de Vasco da Gama à Índia (1497-1498), a partir da associação da aparência do fruto, visto da extremidade, que se assemelharia à face de um "coco" (nome usado na época para designar um monstro imaginário com que se assusta as crianças – papão ou ogre). Do português o termo passou ao espanhol, francês e inglês "coco", ao italiano "cocco", ao alemão "Kokos" e aos compostos inglês "coconut" e alemão "Kokosnuss".
O coqueiro (Cocos nucífera L.) é cultivado em aproximadamente 90 países , sendo típico do clima tropical. Tem origem no Sudeste Asiático. Os maiores produtores mundiais actuais são as Filipinas, a Indonésia e a Índia. No Brasil a cultura do coqueiro, variedade gigante, chegou com a colonização portuguesa em 1553, oriundo da ilha de Cabo Verde onde, por sua vez, teria chegado de plantações Indianas, introduzidas na África.Em algumas partes do mundo, macacos treinados são usados na colheita do coco. Escolas de treino para macacos ainda existem no sul da Tailândia. Todos os anos são realizadas competições para identificar o mais rápido.

A Palma

Desde a época dos faraós egípcios, há quase 5000 anos, que a palma oleaginosa tem sido uma importante fonte alimentícia para o homem. O óleo chegou ao Egipto vindo da África Ocidental, de onde se origina a Elaeis guineensis. Terão sido os navegadores portugueses que levaram esta árvore para oriente. As condições climatéricas na Malásia, caracterizadas por um clima tropical com temperaturas que variam entre 24 e 32º C sem grandes variações ao longo do ano, com períodos chuvosos alternados com bastante sol, são ideais para o cultivo da palma. No Brasil, é denominada “ palmeira do dendê “, e foi introduzida pelos escravos trazidos por portugueses no século XVI.A árvore começa a produzir frutos a partir dos 3 anos de existência depois de semeada e tem uma vida económica de 20 a 30 anos. É a partir da sua semente que se produz um importante óleo utilizado na indústria alimentar: o óleo de palma. Com as técnicas actuais, cada hectare de palma pode render anualmente até 5 toneladas de óleo de palma, o que representa 5 a 10 vezes mais que qualquer outro cultivo comercial de óleo vegetal. A palma produz um rendimento em óleo de aproximadamente 3700 Kg/hectare, anualmente. Em comparação com os rendimentos do óleo de soja (389 kg/hectare) e do óleo de amendoim (857 kg/hectare) é muito mais produtiva. Este óleo vegetal é uma gordura que, apesar de em princípio poder ser retirado de várias partes da planta, na prática é extraído na sua maioria (quase exclusivamente) das sementes. Os óleos vegetais são utilizados como óleo de cozinha e para usos industriais.De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América, o total de consumo de óleos vegetais no Mundo no ano 2000 era o seguinte:
Óleo de Soja - 26.0 milhões de toneladasÓleo de Palma - 23.3 tÓleo de Colza - 13.1 tÓleo de Girassol - 8.6 tÓleo de Amendoim - 4.2 tÓleo de Algodão - 3.6 tAzeite - 2.5 tTOTAL - 81,3 t.

Os Portugueses em Nagasaki



Portugal e Espanha foram, nos séculos XV e XVI, os grandes descobridores de “novos mundos”. Em 1498 Vasco da Gama chega à Índia por via marítima, contornando o continente africano. Em 1492, Cristóvão Colombo descobre a ilha de Haiti, na América do Norte. Fernão de Magalhães chega ao Oriente atravessando o oceano Atlântico e o oceano Pacífico depois de ter contornado a América do Sul. Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil em 1500.
Durante o reinado de D. Manuel I, o que se conhecia do extremo oriente eram relatos da viagem de Marco Polo à China, em 1291. Nessas viagens, o explorador ouviu falar de um rico arquipélago a que os chineses chamavam “Ji-pangu” – local onde o Sol nasce – que mais tarde seria designado “Japão”. Nessa época os japoneses viviam isolados, sem contactos com outros países ou continentes para além da China e Coreia. Marco Polo descreveu o Japão como “uma ilha grande, com gente de pele clara, de boas maneiras, formosos, e de uma riqueza incalculável”.
Era por isso natural que aos navegadores portugueses interessasse descobrir o Japão mas foi por acaso que isso aconteceu. Em 1540 os navegadores portugueses tiveram os primeiros contactos com marinheiros japoneses que faziam comércio nas pequenas ilhas chinesas de Liampo. Foi num dos barcos que usavam nessa zona que, num dia de forte tempestade, três portugueses acabaram por chegar à costa Sul do Japão, na ilha de Tanagashima.
Estes foram os primeiros ocidentais que os japoneses viram na sua terra. Segundo escritos locais esse acontecimento deu-se a 23 de Setembro de 1543. Desde essa data algumas trocas comerciais foram-se estabelecendo e no local onde os barcos acostavam foi-se desenvolvendo um centro de comércio e mais tarde uma cidade: a cidade de Nagasaki. Durante muitos anos esta cidade foi a porta de entrada para o Japão, não só para navegadores portugueses mas também, depois, para holandeses, ingleses, coreanos e chineses.

Em 1549 chegou ao Japão um padre Jesuíta chamado Francisco Xavier, com a missão de cristianizar os japoneses, cuja religião era o budismo. Foram os portugueses que levaram para o Japão as primeiras armas de fogo (os mosquetes, espécie de espingarda). Como nessa época o Japão estava em constante guerra entre senhores feudais (“shoguns”), as armas de fogo tiveram muita procura e valiam fortunas em prata e ouro. Foram também os portugueses que levaram para o Japão as primeiras máquinas de impressão e muitos instrumentos musicais até então desconhecidos.Em 1570, Nagasaki era um importante porto de importação e exportação comercial e de actividade missionária cristã, onde se construíram igrejas católicas e um hospital que introduziu a medicina que se praticava na Europa. Apesar dos grandes passos que foram dados para desenvolver as trocas culturais e comerciais entre os dois países, o Japão começou a criar obstáculos à entrada de estrangeiros. Em 1614 foi criada uma lei que proibia o Cristianismo e em 1639 as relações entre o Japão e Portugal foram cortadas.
Já na era moderna, Nagasaki desenvolveu-se como um importante centro industrial, principalmente na construção naval. Por isso, na IIª Guerra Mundial (1939 – 1945), Nagasaki seria sempre um alvo para o ataque dos americanos, pois era lá que os navios de guerra japoneses eram construídos. Em 6 de Agosto de 1945, a primeira bomba atómica foi largada pelos americanos na cidade de Hiroshima, com a sua quase total
destruição. Três dias mais tarde, em 9 de Agosto, uma segunda bomba
iria ser largada sobre a cidade de Kokura, mas como nessa zona o céu estava coberto de nuvens, o avião que transportava a bomba dirigiu-se para Nagasaki. Às 11.02 horas a bomba é largada. Tratava-se de uma bomba um pouco diferente da bomba de Hiroshima, muito mais potente, mas apesar disso o número de mortes foi inferior ao de Hiroshima porque o terreno em Nagasaki era acidentado e os montes e colinas serviram de
protecção a várias zonas da cidade. também a típica disposição portuguesa das casas e ruas, em anfiteatro, aproveitando as condições naturais do terreno a isso ajudou. Mesmo assim morreram de imediato quase 74000 pessoas e mais 75000 terão morrido nos dias seguintes devido ao efeito das radiações.
A cidade foi reconstruída e recuperou a sua importância económica. A indústria naval e automóvel continuam a ser as mais importantes. Também a influência cristã se manteve e muitas igrejas católicas foram reconstruídas.

Mas os vestígios de Portugal em Nagasaki e no Japão são ainda visíveis. As influências culturais dos portugueses foram muitas e importantes e muitas palavras japonesas têm origem portuguesa, como por exemplo “botan” (botão), “kappa” (capa), “koppu” (copo), “orugan” (orgão), “tabako” (tabaco), “bisuketto” (biscoito), “pan” (pão), “yoroppa” (europa), “shabon” (sabão), etc.
Em Nagasaki manteve-se uma pequena comunidade de católicos e foram construidas igrejas católicas ao longo dos séculos. Um bolo chamado “kasutera” típico de Nagasaki mais não é do que o nosso pão-de-ló, cujo fabrico foi ensinado aos locais pelos portugueses. Nas festas populares “O-Kunchio Matsuri” que ocorrem em Nagasaki em Outubro, há um desfile que inclui sempre réplicas de caravelas portuguesas.